Tentei de qualquer jeito achar uma imagem no google do guarda-roupa da Mônica, a dentuça, mas não fui bem sucedida. Tenho pensado muito nele desde a minha primeira ida ao Meijer, o supersupersupermercado aqui de Ann Arbor, onde só chego de ônibus. Uma amiga que mora em NY já tinha me alertado do desafio de fazer uma simples compra de comida nos Estados Unidos. Escolher um cereal é uma tarefa que leva mais de 15 minutos, porque há mais de 30 marcas... O mesmo esforço se repete para absolutamente qualquer item: café, arroz, ovo (grande x pequeno, com isso x sem aquilo etc), carne, congelado, suco artificial e até mesmo guacamole (ponto positivo, comida mexicana acessível!). O resultado é um gasto de tempo enorme e uma exaustão diretamente proporcional.
Mas não é só isso... A tarefa se repete em todas as esferas. Até mesmo quando se trata da universidade. Concordemos que melhor a abundância de cursos que a carência, mas como lidar quando se tem mais de 500 (literalmente) cadeiras interessantes dentre as quais é necessário optar? Fui supersupersuperseletiva, e me sobraram cinco matérias, que viraram quatro e sei lá como vou dar conta de tanta leitura.
A biblioteca é igualmente gigante, vasta, variada, imponente. É maravilhoso poder mexer em todos aqueles livros, mas hoje levamos tão somente uma hora no processo de localizar uma edição para minha aula de cultura italiana.
Reconheço: lidar com a oferta em abundância é inicialmente fascinante, mas depois cansa demais. E tudo o que eu quero, em muitos momentos nestas terras gringas, é simplesmente não ter muitas opções: que o café seja apenas expresso ou carioca; que a maçã do amor tenha apenas versão vermelha (na minha rua tem uma loja com uns 20 tipos diferentes); que o Mônica way-of-dress ganhe da versão Barbie.
Excluiria, porém, as aulas e o cereal. Nesses casos, a variedade de ambos, ainda que me canse a beleza, tem me trazido - sobretudo da primeira - um prazer inenarrável.
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