11 de setembro de 2010, e eu nos Estados Unidos, com um dia de chegada. Estava esperando o dia da comoção batendo a minha porta e a minha rua, mas qual o quê! Cheguei a conclusão de que lembramos mais o ocorrido no Brasil que na pequena Ann Arbor (ou, como eles dizem, Eeeein Errrbor), aliás, vizinha da falida Detroit.
Mas na América como os americanos, ou como prefeririam amigos meus: nos Estados Unidos como os estadunidenses, e a ordem do dia era: jantar dançante para conhecer os atuais bolsistas e os bolsistas de outros carnavais, digo, anos. Eu, em um jantar dançante (???!!!)
Bem, esta nação com 300 milhões de habitantes é esquisita, muito esquisita, mas, com tanta gente, há de haver gente interessante. E aí, senta que lá vem história. Sentamos ao lado de um casal de jornalistas que mora em Mississipi. Isso hoje; porque viveram 8 anos no Quênia. Um deles é professor de ciência política e dá aulas sobre África. Conhecia o trabalho de "Cardoso" (o FH) e "Dos Santos" e gostava muito do Lula. O outro, dono de galeria de arte. As pessoas sempre nos olham com aquela coisa de "how interesting" (por sermos brasileiros), e nós desandamos a contar do Brasil.
Além deles, um jornalista da AP, que mora na fronteira com o México e contava da sensação de segurança cada vez que atravessava e voltava para os EUA (lembrei que, no Rio, vivíamos- ou vivemos - tendo esta sensação). Uma russa que deixou o país e o jornalismo ao mesmo tempo e virou assistente social no Canadá.
Tive a sensação, mais uma vez, de que o mundo é enorme e pequeno ao mesmo tempo. E que os jornalistas - definitivamente - são uma espécie semelhante aonde quer que se vá.
Nenhum comentário:
Postar um comentário